Todos os anos, no mês de Setembro, os fãs da franquia FIFA aguardam ansiosos as novidades da EA Sports. Neste ano a história não foi diferente e FIFA 17 chegou cheio de mudanças, como por exemplo, a implementação da nova engine gráfica Frostbite, que causou um grande avanço gráfico no jogo. E a boa noticia é que não ficou restrita somente aos atletas: pequenos detalhes do gramado, câmeras ao redor do campo e as redes do gol, também mostram um maior cuidado gráfico.

Como de costume a EA Sports mantem alguns pontos fortes da franquia: menus fluídos e uma boa quantidade de licenças oficiais, principalmente se compararmos esta questão com PES, seu principal concorrente.

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Dentro de campo podemos facilmente sentir as mudanças em FIFA 17, uma delas é a colisão entre jogadores que foi melhorada e agora você pode proteger melhor a bola, sem “atravessar” o outro jogador, deixando o jogo mais real.

Outras melhorias do jogo podem ser sentidas em duas situações: domínios e chutes, ambos ficaram mais realistas. Os domínios, dependendo de como o jogador recebe a bola, (se for aquele passe tijolo, por exemplo) ele pode ter uma dificuldade no domínio e simplesmente ser interceptado. Da mesma forma, os chutes tem um movimento mais natural dos atletas, chutar de qualquer jeito e de qualquer lugar se torna cada vez menos efetivo, pois é bem provável que o chute passe bem longe do gol, deixando assim o jogo mais real. Os cruzamentos também melhoraram, pois você tem quase o controle total nos escanteios e faltas para cruzar na área. É possível distrair a marcação antes da cobrança, para fazer uma jogada ensaiada onde você consegue colocar a bola no jogador que preferir, e não simplesmente jogar na área para ver o que acontecia como em edições passadas. A precisão melhorou muito nas bolas paradas em FIFA 17. Falando em cruzamentos, a colisão entre jogadores aparece novamente nessas ocasiões, ficou difícil ganhar a frente de um adversário, principalmente no escanteio, assim como na vida real, o adversário pode simplesmente abrir o braço e desta vez você não terá como atravessar ele.

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Novo Modo “A Jornada”

A grande novidade no FIFA 17, é sem dúvida, seu modo “A Jornada”, aonde os jogadores assumem o comando do jovem Alex Hunter desde o momento em que ele sai das categorias de base inglesas até ser contratado por uma grande equipe da Premier League. Hunter tem que lidar com a concorrência de companheiros da mesma posição, dramas pessoais e as exigências dos treinadores e dirigentes.

Em cada ação os jogadores poderão moldar a personalidade do jovem fora de campo. Você terá sempre três opções de respostas e atitudes que podem ser tomadas: inflamada, tranquila ou equilibrada, como por exemplo, uma atitude mais convencida e inflamada (estilo Zlatan) pode trazer mais fãs e patrocinadores, mas afastar você do time titular.

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Infelizmente, alguns aspectos parecem não ter sido totalmente trabalhados pela EA Sports. O dinheiro adquirido pelo jogador, por exemplo, não pode ser usado para comprar carros ou casas, não tendo assim utilidade no jogo. Da mesma forma, os patrocínios também poderiam ser melhor desenvolvidos e com mais opções. Um ponto positivo em “A Jornada” é que é possível os jogadores se aprimorarem a cada treino. Em cada dia no CT, você terá a chance de aprimorar duas habilidades nos gramados.

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O roteiro em que o jogo se encaminha não é bem uma novidade, seguindo muitos clichês vistos em filmes esportivos, mas é bom o suficiente para que você sinta vontade de ir jogando. E aqui fica uma das grandes decepções do modo “A Jornada”, ela só dura uma temporada, a EA poderia seguir o a linha do Modo Carreira como jogador onde são disputadas várias temporadas, mas acreditamos que irão vir mudanças nesta duração no futuro.

Quase o FIFA perfeito

A série continua sendo a experiência mais autêntica para quem realmente gosta de futebol. Com essa nova engine, os produtores do FIFA 17 conseguiram ter jogadores muito fiéis a realidade (com exceção dos que atuam no Brasil). A EA Sports entrega um universo recheado de times licenciados das conhecidas Premier League, La Liga, Bundesliga e Serie A Tim até times Argentinos, Chilenos, Japoneses, Portugueses, entre outros.

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Já no que diz respeito aos clubes Brasileiros, a EA Sports não conseguiu os direitos totais dos times brasileiros, apenas os uniformes e escudos (apesar deste escudo do Palmeiras na arte da EA estar estranho..), todos os atletas são versões genéricas dos jogadores reais. Mesmo não sendo somente responsabilidade da EA, visto a dificuldade que é negociar com os clubes. Além de ser algo frustrante para qualquer fã da franquia, é um retrocesso ver os clubes sem a representatividade merecida e ainda por cima perceber que seu principal concorrente conseguiu licenciar todos os clubes Brasileiros.

Por outro lado, os comentários de Tiago Leifert e Caio Ribeiro continuam de alto nível, deixando as partidas mais divertidas e dinâmicas. Com cinco anos na franquia, a dupla possui uma gama extensa de diálogos, sempre apresentando alguma piada nova nos jogos.

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A EA Sports conseguiu no FIFA 17 o melhor game da franquia até agora (na nossa humilde opinião). Os menus estão muito bem organizados, sendo que a tela inicial se adapta as áreas em que você mais acessa. Para completar, o game reproduz em detalhes cada ângulo de câmera de uma transmissão televisiva e finalmente passou a mostrar técnicos andando pela beira do campo, embora de maneira limitada. Isto já seria o suficiente para manter a qualidade das edições anteriores, mas a EA decidiu ir além com o novo modo “A Jornada”. A história de Alex Hunter é um sucesso e certamente representará um novo modo garantido dentro do FIFA.

Imagens: Divulgação.